sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Como pintar paisagem

Pintando paisagens.

Queridos alunos e amigos, esse será o primeiro de uma série de estudos que faremos por aqui. O suporte utilizado para esse estudo foi o cartão. Isso significa que é um óleo sobre cartão nas medidas 20x24 cm. Mas vocês podem utilizar uma tela.

Boa pintura para todos!!!




1- Com azul da prússia , amarelo nápoles e branco, comece pelo fundo. 2- Use a mesma cor com pinceladas na vertical e pinte o reflexo na água, não esqueça de diluir a tinta com um médium de sua preferência.


 
    









3- Com verde esmeralda e laca de garance pinte a parte escura da vegetação à direita e amarelo de cádmio e verde esmeralda para as claras. Dê pinceladas curtas em forma de batidinhas. (com a ponta do pincel)

                                    


4- Com azul da prússia e amarelo cádmio pinte a sombra da vegetação à esquerda. Use verde inglês claro e amarelo de cádmio para as partes mais iluminadas.



                                                                             

5- Com violeta permanente, laranja e amarelo de cádmio pinte a arvore.




6- Com laranja, violeta, amarelo nápoles e branco pinte a área sombreada das pedras




7- Junte um pouco dessas cores e pinte a área de terra abaixo da árvore.

 

















8- Use as mesmas cores utilizadas na vegetação para pintar o reflexo na água.
Pense que todas as cores em volta refletirão na água.











9- E com amarelo nápoles, laranja e branco faça a parte iluminadas das pedras.




10- Crie mais alguns galhos na árvore, e com azul da prússia e amarelo ocre faça algumas folhas.




11- Com gris de payne e branco faça a queda da água e dê alguns traços horizontais sugerindo o movimento da água.










Estudo pronto, use o seu bom censo e reforce as cores que julgar necessário. Dê o acabamento.


Até a próxima!!!





Termos artísticos de hoje:

Acabamento.
É a ultima camada de tinta, verniz ou cera aplicada em um trabalho, ou seja a finalização do trabalho.
Paisagem.
Pintura ou desenho que representa certa extensão de um local.



quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Como pintar com tinta à óleo





COMO PINTAR COM O ÓLEO - Alguns artistas usam carvão para um esboço preliminar,  e antes de começar a pintura, deve-se retirar o excesso batendo um pano limpo na tela. O pincel nº 2 e a tinta diluída com aguarrás também podem ser utilizados para esboçar os contornos, se errar, apaga-se molhando uma ponta de trapo em terebintina e esfregando no local a ser corrigido. Para cobrir a tela com pinceladas rápidas e ousadas, de textura rica, é só usar a tinta a óleo sem mistura. Para os detalhes que exigem precisão, acrescente óleo de linhaça ou terebintina a fim de obter uma tinta mais cremosa e fluída. Se você não gostar de alguma parte da pintura, retire-a com a espátula. Em seguida, limpe a superfície com um trapo embebido em solvente.

PREPARANDO A TELA - Esprema um pouco de cada cor - o equivalente à superfície de uma pequena moeda - em volta da paleta e vá formando pequenos montinhos. Comece com o branco, em quantidade equivalente ao dobro das outras tintas, pois esta é a cor mais utilizada. Em seguida, vá dispondo as cores quentes ao longo de um lado, e as frias do outro. O centro da paleta deve ficar reservado às misturas, feitas com pincel e espátula. Pegue um pouco de cada tinta que deseje combinar e vá fazendo adições até obter a cor pretendida. Lembre-se de ter sempre à mão um vidro com terebintina e um pano grande de algodão, ou um rolo de papel higiênico para limpeza dos pincéis. NÃO limpe os pincéis na terebintina usada para as misturas!
Os vapores dos solventes podem ser prejudiciais à saúde, por isso trabalhe em local ventilado.

COMECE PELOS ESCUROS E PELO FUNDO - Pinte primeiro os tons escuros e, a partir daí, os mais claros. As regiões escuras são mais facilmente identificadas e, uma vez pintadas, servem como referencial para os demais tons do quadro. A aplicação dos tons claros sobre os escuros dá a noção de volume e profundidade.

AJUSTANDO AS CORES - Para chegar a uma proporção que lhe dê a cor ideal, proceda gradualmente e com cuidado. Ao invés de acrescentar um pouco de branco para clarear uma cor, experimente adicionar uma cor próxima. Por exemplo: misture o alaranjado ao vermelho, o azul claro ao azul escuro ou violeta, etc. São raras as obras realizadas com cores puras, o efeito pode ser desarmonioso e berrante. Mas é claro que há exceções.

ECONOMIZE AS TINTAS - Fora do tubo, a tinta a óleo absorve oxigênio do ar, tornando-se seca e imprestável. É possível retardar esse processo cobrindo a paleta com um plástico para guardá-la ou utilizar como paleta uma caixa com tampa (Ex.: caixa de fita de vídeo), e acrescentar uma gotinha de óleo de linhaça às tintas quando parar de usá-las, ajuda a ficarem úmidas mais tempo.

A SECAGEM - Coloque seu trabalho para secar, em local seguro, sem poeira e sem luz solar direta. Se quiser envernizá-lo, deve esperar pelo menos seis meses, pois o verniz pode se combinar quimicamente com as tintas, e se mais tarde ele amarelar ou perder a transparência, não há solução, pois ele torna-se irremediável.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

As espátulas

Paraty ost 60x90 cm técnica espatulada

 Embora muitas pessoas não saibam, existem dois tipos de espátulas, as de paleta e as de pintura.  
Espátulas para paleta:
São desenhadas para limpar as paletas e misturar tinta. Possuem uma lâmina sólida forjada em aço e flexível e a sua forma é normalmente reta, sem curvatura.

Espátulas para pintura:
Tradicionalmente são feitas com cabo em Madeira e a lâmina estende-se até ao cabo mediante um “pescoço” compacto e rígido.
As lâminas são forjadas em aço temperado para dar maior flexibilidade. A forma permite serem mais ligeiras e manter a mão afastada da tela quando se utiliza.

As espátulas são utilizadas para aplicar a tinta na tela, principalmente quando se pretende o efeito “empasto”. Utiliza-se também para fazer efeitos, como por exemplo, produzir uma linha reta ou um canto bem definido.
Recomenda-se limpar a espátula após cada aplicação de cor, para evitar as misturas descontroladas. Elas existem em variados tamanhos e formas, como os exemplos da fotografia. O corte da lâmina deve ser sem fio, para evitar o corte da tela, ou da mão.


        

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Planos da pintura

Como definir os planos de uma pintura em tela?
Sabemos que a tela é uma superfície reta, no entanto, para reproduzir uma cena próxima ao real, é preciso que os olhos do observador percebam pontos fundamentais como a profundidade do desenho. Para conseguir o efeito de distância entre os objetos com perspectiva de afastamento entre aquele que vê a tela e os elementos presentes nela, o artista lança mão da planimetria, ou seja, ele planeja a pintura em vários planos para conseguir o efeito de profundidade. Basicamente, existem três planos:

1° plano:
Detalhado e bastante visual.

2° plano:
Ausência de detalhes e presença de cores esfumaçadas.

3° plano:
Ausência total de detalhes e vaga definição.

A planimetria consiste em determinar a proximidade ou afastamento dos objetos, pela maior transparência do ar ou intensidade da luz, por meio das cores e sombras.

 Caminho ensolarado ost 70x50 cm

Os objetos mais próximos são vistos com maior nitidez e mais detalhes.
À medida que se afastam daquele que observa a tela, devido à profundidade, vemos uma pintura menos nítida e mais esfumaçada, proporcionalmente. 


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Cor luz e Cor pigmento

Cor-luz



Primárias:
Vermelho-Verde-Azul

Secundárias:
Vermelho+Verde= Amarelo
Vermelho+Azul= Magenta
Verde+Azul= Ciano

Este sistema de “Cor Aditiva” aplica-se aos monitores de computador, televisão e vídeo projetores, todos os quais resultam da combinação das cores vermelho, verde e azul, cores primárias do círculo cromático para este modelo “RGB”.



Cor-pigmento


 [Cor-pigmento transparente]


Primárias:
Ciano-Magenta-Amarelo

Secundárias:
Ciano + Magenta = Azul
Ciano + Amarelo = Verde
Magenta + Amarelo = Vermelho

Quando tratamos de artes gráficas, ou seja, impressos em papel ou similar, emprega-se em geral pigmentos transparentes. Algo como a tinta das "canetinhas" hidrográficas. A combinação de cores agora se dá de forma totalmente diferente, e as cores primárias passam a ser o amarelo, o magenta e o ciano.




[Cor-pigmento opaca]

 Primárias:
Azul-Vermelho-Amarelo

Secundárias:
Azul + Vermelho = Roxo
Azul + Amarelo = Verde
Vermelho + Amarelo = Laranja

Quando falamos estritamente em termos de conceitos de pintura artística tradicional, vermelho, amarelo e azul são as cores primárias e puras a partir das quais todas as restantes cores são obtidas. Este modelo é conhecido como modelo de “Cor subtrativa” e do qual muitos de nos aprendemos na escola através da mistura das cores primárias


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Como clarear os tons escuros.

Restaurante Os Esquilos  ost 38x46 cm

Como clarear os escuros

Tons muito escuros tendem a dar impressão de achatamento; se forem clareados um pouco, ficarão mais interessantes e luminosos, especialmente quando contrastados com áreas mais claras. Assim, você não precisa pintar os tons escuros exatamente como são na realidade; altere seu tom de leve para melhorar o resultado final da pintura.
Tenha cuidado quanto a simplesmente acrescentar branco para clarear as cores escuras, pois ele pode torná-las frias e sem vida. Ao invés de branco, experimente uma cor da mesma família que terá o efeito de clarear.

Veladura 2

Paraty ost 30x40 cm


Veladura nas sombras
 A veladura é basicamente a aplicação de uma camada transparente de uma cor, sobre outra cor opaca já seca.
Quando você pinta um casario ou uma paisagem onde existem sombras, e as sombras em segundo plano estão muito escuras. Você aplica uma camada de outra cor parecida e mais clara e transparente com ajuda do gel, (que ajuda a cor ficar transparente). Espera secar, depois se for necessário você aplica outra vez.
 No casario acima foram utilizadas veladuras nas sombras em segundo plano, nos casarios à direita e na montanha ao fundo.

Veladura na montanha:
 Uma pequena parte de azul ultramar, uma parte maior de branco de zinco e gel. Para diluir use um médium feito com uma parte de óleo de linhaça por meia parte de secante de cobalto.
A mistura parece uma solução leitosa branca azulada, que depois de seca fica totalmente transparente e faz com que a montanha fique mais distante.
Cada vez que aplicar ela ficará mais longe.

Veladura

Floresta da Tijuca ost 100x100 cm

Veladura
Veladura é a aplicação de uma camada de tinta transparente, sobre a camada inferior de tinta, podendo esta ser opaca ou não, esta cama anterior já deve estar seca.
Essa superposição de cores cria o efeito óptico de mistura das cores, como por exemplo, um papel celofane azul colocado sobre um papel amarelo, em que teremos como resultado o verde.
A veladura se destina a alterar uma cor inferior, formando uma cor nova pela sobreposição de cores, é um recurso físico, sabendo usar o trabalho se destaca, cada um vai descobrindo bastantes efeitos com ela. Pode ser para inserir um detalhe a mais, criar luz... Mas sempre irá ressaltar a pintura! Por isso, tem que se ter consciência em que local você vai aplicar a veladura.

As veldturas podem ser utilizadas nas áreas de sombra.

 Primeiro: quanto mais fina for a camada de sombra mais longe esta parecerá.

Segundo: sombras são profundas e contém informações, não são áreas desprovidas de cor nem chapadas como alguns acreditam. Há luz nas sombras, não exatamente como nas áreas claras, mais difusas, transparentes e brilhantes. É pela adição de varias veladuras que conseguimos este efeito.


Dicas Importantes sobre perspectiva.

 Paraty ost 46x38 cm

 É mais fácil copiar uma fotografia, que possui apenas 2 dimensões do que direto da natureza que tem 3, mas mesmo da fotografia temos que passar a ilusão das 3 dimensões através de 2 perspectivas: a linear que são as linhas que vão para o ponto de fuga e a perspectiva aérea que é a gradação das cores. As duas são ilusão de

profundidade.

10 Mandamentos para julgar um quadro

                                          O desgarrado 60x90 cm ost


10 Mandamentos para julgar um quadro

 Olhe atentamente, sem se preocupar com o assunto que ele representa.
Não condene, simplesmente porque nunca viu uma mulher assim, ou um cavalo verde. Pintura é criação, e criação é o poder de abstrair-se da realidade.
Pense sempre que um bom assunto não faz uma pintura boa, mas uma boa pintura torna bom qualquer assunto. Uma natureza morta pode ser tão boa quanto uma cena de batalha, ou o desespero de uma mãe ante o filho morto.
Assim como não se pergunta ao ouvir a IX Sinfonia de Bethoven ou um Ópus de Chopin, "o que significa isso? " Não interrogue a toda hora, diante de um quadro, "que quer dizer isso?". A linguagem da música são os sons e a da pintura as cores e formas.
Não procure guiar-se pelo "gosto/não gosto". Deixe que o quadro o abrace, pois, sendo a pintura uma linguagem de comunicação visual, a ela cabe comunicar-se com você, e não você com ela.
Observe atentamente as linhas da composição e verifique se elas se desenvolvem suavemente, ou se, pelo contrário, são extremamente acidentadas.Cada estilo tem linhas próprias de composição.
Analise as cores. Geralmente num quadro de estilo coerente, as linhas calmas sucedem-se cores límpidas e espalhadas regularmente na tela, as linhas acidentadas correspondem cores violentamente contrastadas.
Observe o claro e escuro, caso ele exista, é o claro escuro que dá a sensação de terceira dimensão. Ao claro corresponde a parte que se encontra na luz, e ao escuro o lado da sombra. Nas pinturas ou estilo que preferem as cores fortes e linhas serenas, geralmente o claro escuro é pouco visível e os quadros parecem ter pouca profundidade, é normal.
Procure observar se o artista deu mais valor aos volumes ou preferiu dar mais ênfase a cor. Na pintura de valores não cromáticos não exija cores violentas. Não incrimine o pintor de não saber dar volume a suas figuras.
Medite sempre sobre isso: cada época e cada indivíduo têm seu estilo característico. Não queira que todos pintem igual a Fulano ou Ciclano. Cada um reflete seu próprio mundo, impossível de ser unificado.
  
Fonte desconhecida

Domine a Perspectiva


Dia de inverno 60x80 cm ost 

Domine a Perspectiva

Perspectiva é um recurso de expressão que ajuda a criar uma ilusão de profundidade, espaço tridimensional no papel ou tela (que são superfícies planas, bidimensionais). Ela baseia-se em quatro conceitos:
 
·         Nível do olho: altura da qual seus olhos observam um objeto;
 
·         Horizonte: linha onde o céu e a terra parecem se encontrar e que está ao nível do olho;
 
·         Linhas convergentes: descrevem o efeito da perspectiva sobre linhas paralelas, as quais parecem que tendem a se unir à medida que se aproximam da linha do horizonte;
 
·         Ponto de Fuga: ponto imaginário do horizonte, para onde as linhas paralelas parecem convergir quando vistas em perspectiva.

Horizonte e pontos de fuga
1.       A linha do horizonte: se não se puder ver o horizonte, numa cena, segure um lápis horizontalmente na altura dos olhos. Imagine uma linha que prolonga ambas as extremidades do lápis.
 
2.       Perspectiva com um ponto de fuga: Olhando para uma construção de modo a ver uma de suas laterais, sem perder de vista a fachada, os prolongamentos das linhas que delimitam o prédio parecerão se aproximar conforme aumenta a distância. Esta é a perspectiva com um ponto de fuga.
 
3.       Perspectiva com dois pontos de fuga: se você estiver de frente para o canto de uma casa, as linhas que delimitam a parte superior e a inferior das duas faces parecerão convergir no horizonte; porém, não em apenas um ponto, como no caso anterior, mas em dois pontos de fuga.
 
4.       A visão do "olho de minhoca": o horizonte varia em função do nível do olho. Por exemplo, se você estiver de pé e se sentar, o horizonte também baixa. Imagine-se entrando num bueiro - o horizonte continuará a acompanhá-lo. Tudo o que você olhar parecerá estar mais alto do que antes. Os ângulos das linhas convergentes também mudarão. Por outro lado, se você subir numa escada, o horizonte parecerá mais alto. O fato de a linha do horizonte acompanhar os deslocamentos do observador é talvez uma idéia difícil de aceitar. Mas, uma vez habituado a este conceito, você terá maior facilidade em lidar com objetos e também com cenas em perspectiva.

O uso do secante de cobalto



O uso do secante de cobalto:
Acelera a secagem da tinta a óleo e atua na superfície, favorecendo as aplicações rápidas. Durante a execução de uma pintura sobre tela deve ser utilizado em pequena quantidade ou ainda em conjunto na diluição com óleo de linhaça ou terebintina. É mais indicado para camadas finas de tintas.