domingo, 1 de maio de 2011

Sobre cores

Cores análogas

São as que aparecem lado-a-lado no gráfico. São análogas porque há nelas uma mesma cor básica. Pôr exemplo o amarelo-ouro e o laranja-avermelhado tem em    comum a cor laranja.
As cores análogas, ou da mesma "família" de tons, são usadas para dar a sensação de uniformidade. Uma composição em cores análogas em geral é elegante, porém deve-se tomar o cuidado de não a deixar monótona.


Cores neutras.
Os cinzas e os marrons são consideradas as cores neutras, mas podem ser neutras também os tons de amarelos acinzentados, azuis e verdes acinzentados e os violetas amarronzados. A função das cores neutras é servir de complemento da cor aproximada, para dar-lhe profundidade, visto que as cores neutras em geral tem pouca refletividade de luz.




O "calor" das cores.
A temperatura das cores designa a capacidade que as cores têm de parecer quentes ou frias. Quando se divide um disco cromático ao meio  com uma linha vertical cortando o amarelo e o violeta, percebe-se que os vermelhos e laranjas do lado esquerdo, são cores quentes, vibrantes. Por outro lado, os azuis e verdes do lado direito são cores frias, que transmitem sensações de tranqüilidade.


Matiz
É a característica que define e distingue uma cor. Vermelho, verde ou azul, por exemplo, são matizes. Para se mudar o matiz de uma cor acrescenta-se a ela outro matiz.

Tom
Refere-se a maior ou menor quantidade de luz presente na cor. Quando se adiciona preto a determinado matiz, este se torna gradualmente mais escuro, e essas gradações
são chamadas escalas tonais. Para se obter escalas tonais mais claras acrescenta-se branco.


Intensidade 

Diz respeito ao brilho da cor. Um matiz de intensidade alta ou forte é vívido e saturado, enquanto o de intensidade baixa ou fraca caracteriza cores fracas ou "pastel". O disco de cores mostra que o amarelo tem intensidade alta enquanto a do violeta é baixa.
Conhecer a teoria das cores não é suficiente para elaborar trabalhos interessantes, porém ajuda e muito a atingir objetivos quando estes envolverem o sentido da visão. Afinal é o olho o órgão que capta as cores, passando a mensagem ao cérebro que a identifica e associa com estes conceitos apresentados. 


quinta-feira, 28 de abril de 2011

Cores complementares



Note no gráfico, que uma cor primária é sempre complementada por uma cor secundária. Esta é a cor que está em oposição a posição desta cor primária. Por exemplo, a cor complementar do vermelho é o verde.
As cores complementares são usadas para dar força e equilíbrio a um trabalho criando contrastes. Raramente se usa apenas cores complementares em um trabalho, o efeito pode ser desastroso, mas em alguns casos é extremamente interessante. Os pintores figurativos em geral usam as cores complementares apenas para acentuar as outras criando assim, equilíbrio no trabalho.
Vale lembrar que as cores complementares são as que mais contrastes entre si oferecem, sendo assim, se queremos destacar um amarelo, devemos colocar junto dele um violeta. 


Outra característica importante das cores complementares é que elas se neutralizam entre si. O que isso quer dizer? Que se quisermos tirar a "potência" de um amarelo, basta acrescentar-lhe certa quantidade de violeta o neutralizando em um tom de cinza, até chegar ao preto. (Processo químicde composição de cores).



          
                                                                         


                                                                               

segunda-feira, 14 de março de 2011

O tema "Marinha"





Marinha 38x46 cm


Durante todos esses anos na minha experiência como pintor e professor de pintura, tenho me deparado com um grande erro cometido por algumas pessoas e até mesmo por algumas revistas especializadas em pintura.
Qual é o erro? É a infelicidade em trocar o nome de um tema antigo de pintura, que retrata o mar e temas marinhos. O tema é Marinha, a palavra errada utilizada é Marina
Marina é o lugar onde se guarda os barcos ou a mulher da novela, menos um tema de pintura que retrata o mar.

Leia abaixo um texto sobre o tema, a fonte que vocês podem conferir é Enciclopédia Itaú Cultural.




Marinha   

Definição
Chama-se marinha a pintura que tem especificamente por tema a paisagem marítima ou assuntos marinhos. Enquanto pintura de gênero é compreendida como um subgênero dapintura de paisagem, acompanhando seu desenvolvimento histórico. As marinhas aparecem pela primeira vez no século XVI nos Países Baixos e se desenvolvem no século XVII e XVIII, com a crescente especialização de alguns artistas em pinturas com temas específicos. Na Holanda, no século XVII, pintores como Simon de Vlieger (1601 - 1653) e Jan van Goyen (1596 - 1656) elevam a pintura de marinhas a um tal grau de virtuosismo na representação fiel e minuciosa de cenas marítimas que ainda hoje seus quadros são vistos como valiosos documentos históricos do período de expansão naval da Inglaterra e da Holanda. Esses artistas em sua visão simples e direta da paisagem são os primeiros a descobrir a beleza de cenas não-dramáticas. Especializam-se na reprodução da atmosfera do mar e do céu, em geral repleto de nuvens e de horizonte baixo, e pintam com o mesmo entusiasmo o movimento de um moinho à beira-mar numa calma alvorada quanto uma batalha naval. Na França, Claude-Joseph Vernet (1714 - 1789) é um dos primeiros pintores a se dedicar à pintura de paisagens cujo objeto central é o mar. Conhecido por suas pinturas de praias e portos, ele é contratado por Luís XV em 1753 para pintar uma série de 16 vistas de portos franceses que hoje podem ser encontradas no Museu do Louvre, em Paris.
No início do século XIX, impulsionada por um espírito romântico, a pintura de paisagem conhece uma popularidade ímpar em sua história. Grandes artistas do período como Joseph Mallord William Turner (1775 - 1851) e John Constable (1776 - 1837) dão nova dignidade a esse tipo de obra. Turner, que no início de sua carreira revela a influência da pintura marítima holandesa do século XVII em quadros como Pescadores no Mar (1796), logo ultrapassa as primeiras lições sobre o fenômeno da luz e dos efeitos atmosféricos e elege temas dramáticos, no sentido do movimento, que inauguram uma nova abordagem na pintura de paisagem. Em quadros como Naufrágio (1805) e Vapor numa Tempestade de Neve (1842), a recriação pictórica da luz e sua atmosfera é utilizada para transmitir a idéia de uma natureza sublime em constante turbilhonamento. Na Alemanha, o grande pintor romântico Caspar David Friedrich (1774 - 1840) também pinta grandes extensões de mar envoltas por uma estranha luz, atribuindo à paisagem marítima um profundo sentido espiritual.
Na França, os artistas reunidos no grupo conhecido como Escola de Barbizon procuram levar adiante as pesquisas de cunho mais realista dos holandeses e do inglês Constable na pintura de paisagem. Com o impressionismo, na segunda metade do século XIX, o tema marítimo volta a ter importância central, principalmente na produção de Claude Monet (1840 - 1926) que reconhece nas vistas marinhas uma oportunidade exemplar de trabalhar os efeitos de luz e sua diversidade de cores. É exatamente de um quadro que procura captar os efeitos da luz ao do nascer do sol à beira mar que o impressionismo ganha seu nome: a tela Impressão: Sol Nascente (1872) de Monet.
No Brasil, os pintores holandeses que aqui aportaram no século XVII, como Frans Post (1612 - 1680), não deram muita importância à pintura de marinhas. No século XIX, alguns pintores viajantes como Thomas Ender (1793 - 1875) e Rugendas (1802 - 1858) pintam com freqüência vistas de cidades brasileiras litorâneas. O francês Nicolas Taunay (1755 - 1830), professor de paisagem da Missão Artística Francesa, também realiza vistas marítimas do Rio de Janeiro no início do século XIX, mas sem chegar a se destacar nessa área. É somente no final do século que surge um pintor dedicado quase exclusivamente à pintura de marinhas no Brasil: o italiano residente no Rio de Janeiro Castagneto (1851 - 1900). Suas pinturas destacam-se pelo viés romântico de seu estilo, que tempera a representação da realidade com uma visão bem pessoal. As melhores marinhas do artista apresentam um certo monocromatismo em que céu e mar quase se confundem numa atmosfera em geral esbranquiçada ou de tons azulados, em que as diferenças entre água, ondas, céu e nuvem são realizadas por leves pinceladas. Outro importante pintor do litoral brasileiro é Benedito Calixto (1853 - 1927). Natural do litoral paulista, Calixto dedicou parte de sua produção a pintar vistas das praias e do porto de Santos. Apesar de sua popularidade, sua pintura, presa demais a concepção de imitação fiel, quase científica, da natureza, não atinge o valor artístico de Castagneto, apesar de apresentar um importante conjunto documental da iconografia paulista. Já no registro da arte moderna, o marinheiro e pintor José Pancetti (1902 - 1958) dedica grande parte de sua produção ao registro de temas ou cenas marítimas. Suas paisagens marinhas, caracterizadas pela simplificação formal, por enquadramentos inusuais e fortes contrastes de cor, são responsáveis pela sobrevida do gênero na história da arte brasileira.